Um floco branco deslizou pela porta do buraco e pousou no nariz de Hazelhop.
Hazelhop olhou para cima. O vento sussurrou nas raízes. “Neve já? Depressa, Hazelhop, depressa!”
Hazelhop pegou a cesta e saltou para fora para se preparar.
Hazelhop coletou bolotas, frutas e raízes crocantes na cesta.
Então, a primeira rajada passou. Folhas secas voaram. Três bolotas rolaram morro abaixo.
Hazelhop se apressou pela grama sussurrante, pegou-as de volta e riu. “Não tão rápido!”
Com a cesta finalmente cheia, Hazelhop voltou pulando em direção ao buraco.
Dentro, Hazelhop espalhou musgo na cama e moldou-o em um ninho redondo.
De um saco no canto, Hazelhop sacudiu braços cheios de pelúcia macia.
Puff! A pelúcia explodiu como uma nuvem de neve e grudou nos bigodes e orelhas de Hazelhop. “Achoo!”
Hazelhop riu dos pedacinhos flutuantes. Então Hazelhop viu flocos prateados e frios ainda deslizando pela porta.
Hazelhop empurrou cascas, gravetos e um pedaço de musgo peludo contra a porta com corrente de ar.
Mas o vento soprou. Rattle! A pilha escorregou solta de novo e de novo.
Hazelhop pisou nos gravetos para mantê-los no lugar, amarrou o musgo com uma videira e deu um grande empurrão na porta.
Thump! A porta fechou bem. O buraco ficou em silêncio, exceto pelo suave crepitar de uma pequena fogueira.
Hazelhop alinhou as cestas de comida cheias e ajeitou a cama mais uma vez.
Então Hazelhop se enroscou no buraco quente enquanto a neve silenciava o mundo lá fora.
Hazelhop sorriu, mordiscou uma bolota crocante e sussurrou, “Pronto.”