Sem Palavras para Adeus

"Sem Palavras para Adeus" é um livro ilustrado em estilo Aquarela com um young man, por Icaro Souza, para 6 a 9 anos — criado com Doodara, o criador de histórias com IA

por Icaro Souza · Aquarela · 6 a 9 anos · young man · 12 páginas

gentle, shy, curious

saying goodbye to a friend

O quarto branco respirava em silêncio, banhado pela luz suave da manhã. Eunice já estava sentada na cama, os lençóis branqueados envolvendo seus ombros com delicadez. Lucas parou na soleira da porta, sentindo o peso daquele momento sem nome.

Abriu a gaveta do armário e encontrou uma pequena caixa de madeira polida que não reconhecia. A tampa desliza com um ruído áspero, revelando um lápis sem ponta e um papel enrugado, e ele olhou em volta para o quarto branco.

Ele se aproximou devagar, pisando sobre o tapete gasto que range sob os pés descalços. Estendeu a mão trêmula em direção ao braço dela. Eunice virou o rosto, os olhos escuros brilhando na luz suave.

Lucas tentou formar as palavras 'até logo' nos lábios, mas a voz falhou. Ele apenas apontou para a porta, depois para o céu lá fora, como se imagens pudessem substituir o que faltava.

Eunice inclinou a cabeça e um sorriso pequeno surgiu, enquanto uma brisa leve fez mover os lençóis brancos ao redor dos dois. O quarto parecia conter aquele instante inteiro.

Ele decidiu que as palavras não eram necessárias e simplesmente sentou-se ao lado dela, retirando a mão dela da cama e entrelaçando os dedos com cuidado.

O toque era quente e firme. Naquele silêncio profundo, os dois perceberam que o carinho não precisa de som para existir.

Lucas apertou a mão de Eunice com mais força, sorrindo de verdade pela primeira vez. Ela apertou de volta como quem também compreende. O quarto branco parecia conter o momento todo.

Quando ele finalmente se levantou para ir embora, já não havia nostalgia — apenas gratidão silenciosa que ficou entre eles, como uma promessa guardada na caixa de madeira.

Ele caminhou até a porta, olhou para trás uma última vez. Eunice acenou devagar com a cabeça, os olhos brilhando num silêncio que dizia tudo o que as palavras nunca poderiam.

A porta se fechou suavemente, e o quarto voltou ao silêncio. Mas algo havia mudado — o ar parecia mais leve, mais limpo, como se o mundo tivesse encontrado um equilíbrio que antes faltava.

Fora da janela, o céu estava azul e tranquilo. O lápis sem ponta e o papel enrugado permaneceram na caixa, guardados para o dia em que talvez precisassem ser usados novamente.

Doodara

Sem Palavras para Adeus

Icaro Souza