Snowbell correu para a praça assim que o velho sineiro cruzou os braços. “Sem sinos este ano,” ele disse.
A vila ficou em silêncio. Apenas uma faixa tremulava acima dos telhados cobertos de neve. “Mas é a longa noite de inverno!” gritou Snowbell.
Snowbell bateu em uma porta, depois em outra, e em uma terceira. Em cada casa, alguém tinha uma pequena preocupação para segurar.
Snowbell carregou uma bandeja de pãezinhos fumegantes, segurou um cachecol rasgado longe da neve, e segurou uma lanterna para que sua pequena chama permanecesse acesa.
Com cada tarefa, rostos preocupados se suavizaram. Snowbell guardou cada agradecimento e cada pequena história como um tesouro.
Logo, Snowbell caminhou pela vila com bilhetes, coisas consertadas, pãezinhos quentes e lanterna brilhantes empilhados em uma surpresa balançante.
Então uma cabra pegou a fita e trotou pela rua com ela esvoaçando de sua boca.
Snowbell a perseguiu por portões rangentes e chaminés fumegantes, rindo mesmo enquanto a neve voava ao redor de cada passo.
Finalmente, Snowbell amarrou a fita babada no pacote e carregou toda a pilha balançante até a porta da torre do sino.
Subiu as escadas da torre. Os presentes e bilhetes foram colocados onde a luz da lanterna pudesse brilhar sobre eles.
O velho sineiro olhou para baixo, para os bilhetes. “Eles se lembraram de você,” disse Snowbell.
A torre estava tão silenciosa que até o som da neve batendo na janela podia ser ouvido. Então o velho sineiro alcançou a corda com as duas mãos.
BONG! O primeiro sino ecoou sobre os telhados. Antes que o som pudesse desaparecer, Snowbell agarrou a outra corda.
A vila correu para a praça. Cachecóis voaram. Lanternas balançaram como pequenas estrelas no frio.
Snowbell tocou ao lado do velho sineiro enquanto risadas ecoavam pelas casas e o cheiro de pãezinhos quentes pairava no ar.
Os vizinhos acenaram para a torre, e os sinos ressoaram juntos sobre todos.