Teco adorava descer os barrancos da clareira feito uma bolinha. Ele fechava os olhos, ganhava velocidade e deixava o vento bagunçar tudo em volta.
BUM! Ele acertou em cheio o lindo castelo de terra do seu amigo. Torres de lama úmida voaram para todos os lados e sujaram o focinho de Teco.
O quati cruzou os braços e bateu o pé no chão. "Você estragou tudo!", gritou o amigo, apontando a pata trêmula para o monte de terra caída.
Teco franziu a testa, ergueu o focinho manchado e rebateu apontando de volta. "Foi sem querer! Você que construiu no meio do caminho!"
Eles discutiram bem alto, até o vento espalhar muitas folhas pela sujeira. Então, o quati abaixou as orelhas e virou as costas, sentando quieto na grama áspera.
O silêncio preencheu toda a clareira. Teco abaixou os braços lentamente, chutou uma pedrinha solta e olhou com cuidado para as suas grandes garras afiadas.
Ele caminhou devagar até a terra fofa destruída. Sem dizer uma única palavra, Teco enterrou as patas no chão úmido e começou a puxar a lama.
Ploft, ploft, ploft! A terra solta voava pelo ar como um grande chafariz marrom. Teco desenhava um buraco fundo ao redor de todas aquelas ruínas.
O círculo virou um buraco perfeito. O quati deu um pulo de alegria e correu para empilhar toda a terra nova no meio, enquanto a água de uma pocinha formou um fosso incrível.
Teco e o amigo bateram as patas bem no alto da torre nova com um splat. Sentaram lado a lado na beirada, balançando os dedos felizes naquela água fria.