Douglas ouviu um barulho no quintal. Ele se escondeu debaixo do cobertor.
"Douglas, vem ver as estrelas!" Larissa chamou da janela. Ele se aproximou, a testa tocando o vidro gelado.
Larissa acenava do quintal vizinho. Douglas desceu os degraus da varanda com ela.
Uma sombra grande apareceu no chão. Douglas parou, os olhos arregalados. Larissa sorriu e tocou suas tranças.
"Minha avó diz que os ancestrais nos dão força." Ela apontou para uma estrela brilhante.
Douglas sentiu o cheiro de flores da noite e deu um passo à frente.
Um gato preto saltou do muro. Douglas pulou de susto. Larissa riu e pegou uma de suas tranças.
"Esta trança conta a história de uma avó que enfrentou tempestades sem medo." Ele tocou os fios lisos e quentes.
O gato ronronou. Douglas ficou parado, ouvindo.
Douglas avistou um brilho no canto mais escuro. Seus dedos apertaram a trança. Larissa sussurrou: "Vai até lá."
Ele caminhou em direção à luz. Centenas de vaga-lumes dançavam entre as folhas. Sua boca se abriu em um "uau" silencioso.
De volta ao quarto, Douglas sorriu e acenou para Larissa. As estrelas brilhavam como se o convidassem a brincar.