A floresta de faias respira baixinho. Na beira da floresta, três pequenos capuzinhos de folhas e musgo brilham suavemente. A luz torna-se macia e arroxeada.
Fips rola pelo chão da floresta – Poff! Três conchinhas brilhantes pulsam diante dele na penumbra. Ele pára.
Ele pega uma conchinha com cuidado. Ela formiga morna nas suas patinhas, como um solzinho minúsculo.
Fips segue apressado. A conchinha brilha suavemente ao seu lado. Para o coelhinho ali na outra ponta, pensa ele.
Na grama alta, o coelhinho trema. Fips estende a conchinha. A luz morna derrete as suas orelhinhas pontudas.
O coelhinho fareja o brilho. Os seus olhos ficam enormes. «Ai!», sussurra ele – e a sua bocazinha sorri.
Fips corre. A segunda conchinha bate na sua patinha. À sua frente, a grama alta se balança.
O cabritinho foge de uma sombra – depois pára. A luz faz as suas chorninhas sorrirem. Ele segue Fips.
Pisc. Pisc. Pisc. As três conchinhas sussurram no compasso. Fips pisca os olhos: O que é que borbulha ali?
A última luz acena para a beira do caminho. Ali está sentadinho o saposito na sua pedrinha, à espera.
Fips coloca a conchinha nas patinhas do sapo. Juntos, os três brilhos pintam um caminho dourado.
Elas se enroscam no musgo quentinho. A floresta respira fundo. A luz adormece suavemente.