A Amira dá chutes na parede branca do castelo. SWOOSH! Ela bate o balde de tinta rosa na parede, e a tinta escorre como uma pequena cachoeira.
Ela dá batidinhas nas mãos grudentas, uma contra a outra. *Finalmente*, pensa ela, com um sorriso enorme de orelha a orelha.
Ela mergulha o pincel no violeta e pinta as janelas, as escadas, as maçanetas. O castelo cheira a tinta fresca.
SPLAT! Uma gota enorme de violeta cai no nariz dela. Ela espirra — ACHOU! — e uma mancha violeta atravessa a parede recém-pintada.
Ela afasta a narina com o dedo, ri à toa, depois apoia a palma da mão na mancha. *Ainda melhor*, pensa ela.
Ela pinta mais rápido, ainda mais rápido. Mas o balde rosa está vazio — ela o sacode, e nada escorre.
Ela avista uma rosa do jardim atrás da janela, arranca um pétalo e o esfrega delicadamente na parede lisa. A marca mal dá para ver. Ela inclina a cabeça e assente: *Isso sim, é do meu jeito.*
Ela dá um passo para trás, e todo o castelo brilha em rosa e violeta, cada superfície ainda úmida. Ela se vê numa janela pintada — cabelo bagunçado, sorriso enorme. *Sou eu quem torna o castelo mágico.*
Ela dá um giro em torno de si mesma. Minúsculos pedaços de tinta voam da saia dela como estrelinhas.
Ela desliza pela escada rosa, a mão acariciando o corrimão violeta. No jardim, as rosas cantam na brisa. Ela fica a cantarolar uma musiquinha, a tinta ainda úmida nas bochechas.







